O que ver e fazer em Malta



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Grazieli Gonçalves
Escritora de romances juvenis, apaixonada por viagens e literatura. Ama mergulhar nas diferentes culturas e explorar a diversidade gastronômica de cada região.

Se você está pesquisando o que ver e fazer em Malta, saiba que, apesar de ser um país pequeno, Malta reúne uma diversidade impressionante: arquitetura medieval, mar cristalino, ruínas milenares e vilarejos charmosos em poucos quilômetros de distância. Inclusive, a ilha concentra milênios de história e paisagens que fogem completamente do comum. Entre os principais pontos turísticos de Malta estão Valletta, Mdina, as Três Cidades, a Blue Lagoon em Comino e a ilha de Gozo, sendo possível conhecer as principais atrações em um roteiro de 3 a 5 dias.

Por isso, não faltam experiências para todos os gostos. Você vai descobrir o que ver e fazer em Malta e como organizar seu roteiro pelos principais pontos turísticos da ilha, aproveitando ao máximo cada dia da sua viagem.

Uma foto que mostra o pôr do sol no topo da trilha que liga a Rivieira Becach a Golden Bay
Pôr do sol no topo da Golden Bay

O que fazer em Malta: Conhecer as cidades históricas maltesas

A verdade é que Malta oferece muito mais do que praias paradisíacas. As cidades históricas da ilha guardam tesouros fascinantes que merecem ser descobertos. Acredito que caminhar por essas ruas é uma das formas mais autênticas de mergulhar na cultura e na história fascinante do país.

Afinal, compreender o passado local torna a experiência de viagem ainda mais rica e significativa. Por isso, para facilitar o seu roteiro, selecionei abaixo as principais cidades históricas e os motivos que fazem cada uma delas valer a visita.

Valletta

Além de ser a capital de Malta, Valletta  também possui o título de Patrimônio Mundial da UNESCO. Inclusive, quando visitei a cidade, ela me encantou logo no primeiro contato. Afinal, não há como não se impressionar com suas ruas de pedra, varandas coloridas e vistas impressionantes para o mar. 

Para aproveitar ao máximo a cidade, sugiro incluir no seu roteiro:

  • Visitar a Co-Catedral de São João e admirar seu interior ricamente ornamentado;
  • Contemplar o pôr do sol nos Upper Barrakka Gardens e ver a apresentação dos canhões.
  • Explorar as ruelas históricas com calma, observando os detalhes das fachadas;
  • Fazer um passeio de barco pelo Grand Harbour, que considero ser uma das experiências mais marcantes da ilha.

Assim como toda a ilha de Malta, Valletta é compacta, e por isso é possível percorrê-la a pé em apenas um dia. Além disso, a cidade é de fácil acesso, tendo um terminal de ônibus e várias linhas chegando até lá. Ainda assim, vale a pena considerar um tour guiado. Pois, um guia local ajuda a compreender melhor a história dos Cavaleiros de Malta, os acontecimentos do Grande Cerco e a resistência da ilha ao Império Otomano. Tornando sua experiência ainda mais imersiva e completa. 

E para você que gosta de história e arquitetura, ao longo do passeio, você também passa a identificar as influências barrocas e neoclássicas que marcam as construções de pedra calcária. Além disso, as tradicionais sacadas coloridas criam um contraste encantador com os tons dourados das fachadas, dando personalidade única à cidade. Visitar a cidade de Valleta é essencial se você quer mergulhar na cultura maltesa. 

Mdina e Rabat

A antiga capital de Malta, Mdina, conhecida como “Cidade do Silêncio”, oferece uma atmosfera medieval, onde parece que o tempo parou. A tranquilidade é parte do seu charme: apenas moradores podem circular de carro pelas ruas, o que mantém o centro histórico sereno e quase intocado. Inclusive, fazer barulho por lá é crime, então nada de risadas altas, músicas no último volume ou reformas intermináveis. 

Ao visitar Mdina, vale a pena:

  • Percorrer as ruelas estreitas e sinuosas, admirando a arquitetura barroca;
  • Conhecer a Catedral de São Paulo, um dos principais marcos da cidade;
  • Apreciar a vista panorâmica do alto das muralhas;
  • Fazer uma pausa no Fontanella Tea Garden para saborear um doce enquanto observa o pôr do sol.

Uma curiosidade interessante é que muitos visitantes reconhecem o cenário das suas vielas, pois a cidade serviu de locação para cenas da série Game of Thrones, para quem é fã torna o passeio ainda mais interessante. Contudo, como eu não assisti à série, não reconheci muitos lugares, porém cada esquina rende uma bela fotografia e, por isso, também valeu a pena a visita. 

Agora, logo ao lado de Mdina está Rabat, que funciona como uma extensão de Mdina e ali você pode explorar museus, catacumbas e a tradicional gruta de São Paulo. Que, segundo a tradição cristã, o apóstolo teria vivido nesse local após um naufrágio no ano 60 d.C. 

Por isso, meu conselho é que você reserve tempo para explorar as duas cidades com calma, pois a experiência vai além de um simples passeio turístico. Minha dica é procurar algumas empresas que fazem este tour, como a Civitatis, pois caminhar por esses caminhos milenares é mergulhar em história, cultura e espiritualidade de Malta.

Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua)

Entretanto, se você quer fugir do óbvio, as Três Cidades de Malta oferecem uma experiência autêntica e muito menos turística do que a vizinha Valletta, ou as tradicionais Mdina e Rabat. Por isso, acredito que é o lugar ideal para mergulhar no cotidiano tradicional da ilha.

Para aproveitar o passeio, inclua no seu roteiro:

  • Passear pelo centrinho charmoso de Vittoriosa (Birgu);
  • Explorar o histórico Forte St. Angelo;
  • Observar a vida local longe do agito da capital;
  • Saborear um gelato artesanal na orla, com vista para o Grand Harbour.

Um fato interessante é que Vittoriosa, Senglea e Cospicua guardam um papel central na história de Malta. Pois foi a partir dessas fortalezas que os Cavaleiros resistiram ao Império Otomano durante o Grande Cerco de 1565. Hoje, as ruelas de pedra e as igrejas barrocas criam o cenário perfeito para um passeio tranquilo, com clima de férias e menos multidões.

Embora seja possível chegar de ônibus em cerca de 25 minutos, vale a pena fazer a travessia por mar. O trajeto de barco é mais agradável e oferece vistas privilegiadas das penínsulas do Grand Harbour. Uma boa opção é utilizar o ferry da Valletta Ferry Services: além de prático, o bilhete é acessível e inclui o uso do elevador que conecta as partes baixa e alta de Valletta.

Portanto, a visita às Três Cidades é quase que obrigatória em sua visita a Malta e se transforma em um passeio histórico, bonito e cheio de personalidade.

O que fazer em Malta: Curtir as praias maltesas 

Uma coisa eu tenho certeza: você não pode visitar Malta sem conhecer as principais praias da ilha. Afinal, elas são os verdadeiros cartões-postais do país e fazem jus à fama do destino. É quase obrigatório incluir no roteiro um passeio até Comino para conhecer a famosa Blue Lagoon. Garanto que o azul intenso das águas impressiona logo no primeiro mergulho e dificilmente você não ficará apaixonado, como eu fiquei na minha visita. 

Além disso, vale a pena reservar um tempo para curtir a Golden Bay e a Riviera Beach, duas das praias mais queridas da ilha. Ali, o Mar Mediterrâneo convida a relaxar, seja para um mergulho tranquilo ou simplesmente para aproveitar o sol à beira-mar.

Para facilitar seu planejamento, já preparamos um guia completo com as 10 melhores praias de Malta. Há opções para todos os estilos: desde enseadas mais reservadas até faixas de areia com ótima infraestrutura.

Inclusive, como as distâncias na ilha são curtas, você pode até combinar mais de uma praia no mesmo dia. Assim, aproveita diferentes cenários e descobre os segredos do litoral maltês.

Foto da praia de Golden Bay em Malta tirada por
Golden Bay - Foto: Emmanuel Cassar

O que fazer na ilha de Gozo

Além de visitar Comino, vale a pena dedicar um tempo à ilha de Gozo. Minha principal recomendação é que você se hospede por lá ao menos uma noite. Pois, diferentemente da pequena Comino, Gozo é maior, mais diversa e cheia de atrações para todos os gostos.

Mas se o seu roteiro estiver apertado, ainda assim é possível explorar bastante em um bate-volta. Uma alternativa prática — que funcionou muito bem na minha viagem — é utilizar os ônibus turísticos de dois andares. Eles seguem rotas estratégicas que conectam os principais pontos da ilha de Gozo. Você recebe um mapa com horários e paradas, pode descer nas atrações que mais interessam, explorar com calma e depois retornar ao ponto combinado para continuar o trajeto.

Além disso, Gozo tem uma atmosfera mais rural e tranquila, perfeita para quem busca contato com a natureza e um ritmo desacelerado.

Entre as atrações que merecem entrar no seu roteiro estão:

  • Ramla Bay: praia de areia avermelhada e mar cristalino;
  • Cidadela de Victoria: muralhas históricas e vistas panorâmicas da ilha;
  • Dwejra Bay: formações rochosas impressionantes e paisagens dramáticas;
  • Passeios de barco: ideais para revisitar a Blue Lagoon sob outra perspectiva.

Em Gozo, você encontra trilhas, mirantes e cenários naturais, e a ilha realmente entrega isso com muita autenticidade!

Visitar o vilarejo pesqueiro Marsaxlokk

O vilarejo pesqueiro de Marsaxlokk é um dos melhores lugares de Malta para saborear peixe fresco em qualquer dia da semana. Por isso, vale a pena reservar um tempo para almoçar por lá enquanto explora o sul da ilha. Ao longo da marina, diversos restaurantes oferecem mesas com vista privilegiada para o mar azul.

A vila é famosa por seus famosos luzzu — os tradicionais barquinhos coloridos adornados com os Olhos de Osíris. Inclusive, esses barquinhos são um dos símbolos mais reconhecidos do arquipélago. Mas, além deles, na praça principal, você conhece a Igreja de Nossa Senhora de Pompeia, que chama atenção com sua fachada do século XIX e a cúpula avermelhada que domina a paisagem.

Aliás, se quiser vivenciar o vilarejo em seu auge, programe a visita para um domingo. Pois, nesse dia acontece o tradicional mercado de peixes, quando moradores e visitantes se misturam entre bancas que vendem iguarias como lampuki, peixe-espada e atum fresco.

Aproveite também a proximidade para conhecer a St. Peter’s Pool, uma piscina natural de águas cristalinas perfeita para um mergulho.

Uma foto dos barquinhos coloridos do vilarejo Marsaxlokk em Malta
Marsaxlokk, Malta

Conhecer os templos megalíticos de Malta

Um fato é que você precisa aproveitar sua viagem para conhecer os templos megalíticos de Malta. Essas construções surgiram há mais de 5 mil anos e são mais antigas que as pirâmides do Egito e Stonehenge — um dado que, por si só, já impressiona!

Erguidos com blocos gigantescos de pedra, esses complexos revelam o avançado conhecimento técnico das civilizações pré-históricas que habitaram o arquipélago. Pelo seu valor histórico e arqueológico, foram reconhecidos como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Ao planejar o roteiro, vale a pena escolher ao menos um desses lugares para visitar. Inclusive, Malta e Gozo abrigam sete complexos que remontam ao período neolítico.

Entre os principais estão:

  • Tarxien e Hagar Qim (Malta): destaque para a precisão dos cortes nas pedras e os detalhes esculpidos;
  • Ġgantija (Gozo): estruturas monumentais que deram origem à lenda de que teriam sido construídas por gigantes;
  • Hipogeu de Hal Saflieni (Malta): um impressionante santuário subterrâneo — é necessário reservar com antecedência;
  • Mnajdra, Skorba e Ta’ Ħaġrat: exemplos marcantes da arquitetura neolítica na ilha.

Por causa disso, visitar esses templos muda a forma como enxergamos a história, pois caminhar entre pedras que testemunharam os primórdios da civilização é uma experiência que vai além do turismo: é um verdadeiro mergulho no passado.


Malta com crianças: vale a pena?

É provável que você esteja planejando sua viagem em família e ainda tenha essa dúvida. Mas não se preocupe, saiba que a resposta é sim. Malta oferece uma estrutura acolhedora e diversas atrações que tornam a viagem leve e divertida, especialmente durante o verão.

Os pequenos costumam aproveitar muito experiências como:

  • Popeye Village: o antigo cenário do filme transformado em parque temático à beira-mar;
  • Aquários e parques aquáticos: ótimas opções para dias mais quentes;
  • Passeios de barco curtos: ideais para conhecer grutas e enseadas sem cansar os pequenos;
  • Mellieħa Bay: praia de águas rasas e tranquilas, perfeita para crianças.

Outro ponto positivo é o tamanho do país. Como as distâncias são curtas, os deslocamentos são rápidos e práticos, evitando trajetos longos e cansativos. Isso permite organizar o dia com mais tranquilidade e aproveitar melhor cada passeio.

Foto da Popeye Village em Malta que  é perfeita para as crianças.
Popeye Village em Malta é perfeito para as crianças.

Em resumo, Malta se revela um destino versátil, com atrações para todos os perfis de viajantes. Por isso, para ajudar no seu planejamento, preparamos um guia completo que explora cada nuance da ilha, incluindo informações práticas sobre transporte em Malta e como se locomover por lá.

Além disso, aproveite para se aprofundar em nossos conteúdos, organizar seu roteiro com tranquilidade e viajar com mais segurança. Desejo que sua experiência em Malta seja leve, bem planejada e inesquecível. Boa viagem!

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